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Newsletter 1 – Janeiro de 2014

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[from March 2014 on]

 

 TALES: Narração Oral e Digital Storytelling na sala de aula

TALES é um Projeto Multilateral Comenius que pretende introduzir a narração oral e digital storytelling enquanto instrumentos pedagógicos no ensino. TALES teve início em Novembro de 2013 e durará 2 anos.

O púbico-alvo do projeto Tales são estudantes entre os 6 e os 18 anos, focando-se no desenvolvimento de competências-chave através da narração, como a comunicação através da língua maternal ou segunda língua, interculturalidade, competência digitais, imaginação e criatividade, expressão e compreensão cultural, etc.
No sentido de alcançar este grupo, o projeto Tales dirige-se a professores, em formação e no ativo, a conselhos pedagógicos, a contadores de histórias que trabalham com escolas, a técnicos e políticos do sector da educação e a académicos interessados no uso da narração e de digital storytelling no ensino.

Este consórcio irá realizar uma análise do estado da arte da narração enquanto instrumento pedagógico. Na próxima fase, um número de boas práticas serão identificadas, analisadas e descritas. Este trabalho de base servirá para o reconhecimento de um número de instrumentos cognitivos sobre como introduzir efetivamente a narração na sala de aula. No último estágio do projeto cada parceiro realizará, cuidadosamente planificados e monitorizados, projetos-piloto em colaboração com narradores profissionais, no sentido de testar as abordagens desenvolvidas durante a fase preparatória.

As histórias terão uma versão digital interativa, criadas através de uma plataforma online disponível às escolas. Além disso, uma competição de digital storytelling terá lugar durante o ano escolar de 2014-2015. Todas as histórias estarão reunidas num portal inovador e exploratório disponível no sítio online do projeto. Sobre estas experiências, serão produzidos relatórios, materiais pedagógicos e, sobretudo, um manual, que estará disponível em todas as línguas do consórcio.

Parceiros:

Landcommanderij Alden Biesen (BE) – coordenador

The Languages Company (UK)

Katholieke Hogeschool Limburg (BE)

Tallinn University Haapsalu College (EE)

Oslo and Akershus University College of applied sciences (NO)

Pädagogische Hochschule Steiermark (AT)

Ouvir e Contar, Associação de Contadores de Histórias (PT)

Politecnico di Milano (IT)

For more info please contact the project partners through the website: www.stroriesforlearning.eu.

[from March, 2014 on]

Newsletter 2 – Outubro de 2014

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 TALES: Narração Oral e Digital Storytelling na sala de aula

Contar histórias é um meio eficaz de motivar os alunos, permitindo ainda a aquisição de competências-chave como: a comunicação verbal, seja através da língua materna como de uma segunda língua; imaginação e criatividade; aprendizagem; consciência intercultural, etc

Assim sendo, qual tem sido o papel da narração na formação de professores e na prática escolar na Europa dos nossos dias?

O projeto Tales levou a cabo um extensivo investigação nos países parceiros (Áustria, Bélgica, Estónia, Itália, Noruega, Portugal e Reino Unido) enviando questionários a escolas de educação e a professores para responder a pergunta: “a narração é utilizada no seu sistema de ensino”?

O objectivo do questionário foi recolher informações acerca da aplicação de técnica de narração no ensino. Constou de questões que procuravam averiguar o quão abertos estariam os professores, em formação ou na ativo (ensino primário e secundário), a testar e a aplicar conhecimentos nesta área.

As questões principais foram:

  • Contar histórias (enquanto instrumento pedagógico) faz parte da sua formação enquanto professor ?
  • Você tem interesse nisto? Tem desenvolvido ou procurado por material útil neste sentido?

Além disso, narradores orais profissionais foram também inquiridos acerca das suas experiências.

Recebemos 161 respostas dos questionários. A maioria (33.78%) dizia respeito ao ensino secundário, e uma menor parte do ensino primário (21.62%). Os participantes eram da Bélgica, Áustria, Dinamarca, Noruega, Islândia, Itália, Suiça, Reino Unido, França, Estónia e Canadá.

Foram 71 narradores profissionais a responder ao questionário , dos seguintes países: Irlanda, Bélgica, Reino Unido, Espanha, México, Noruega, Áustria, Suécia, Dinamarca, Austrália, França, EUA/Hungria, Holanda, Alemanha, Finlândia, Itália, Suíça. Os participantes se reconheceram como: a maioria são profissionais, como narradores ou formadores, , 50% como formadores na área da narração oral, 42% como formadores em diferentes áreas.

Com que regularidade se serve das histórias e da narração na sua prática?
É normalmente utilizada em conjunto com outra atividades, como o teatro, a música, e a manipulação de objetos. Várias descrições mostram que as atividades não estão suportadas tecnologicamente, e alguns participantes revelaram que não se servem de digital storytelling de todo. 82.09% afirmou que alguns professores utilizam histórias e técnicas de narração na sua formação. A mesma pergunta em relação a digital storytelling não obteve tão bons resultados: 47.54% responteu “sim”, enquanto 52.46% ,“não”.
Os resultados confirmam que as histórias e as técnicas de narração são ativamente utilizadas.

Porquê contar histórias?
Todos os participantes (professores e narradores orais) responderam que contar histórias pode suportar todos os aspectos da aprendizagem incluídos no questionário, dos quais constam motivação, memória, valores, afetividade, desenvolvimento da língua materna ou de uma língua estrangeira, literacia, criatividade e imaginação, respeito intercultural, pensamento crítico na construção de sentidos a partir de uma abundância de informação. A média de avaliação de cada alínea atrás mencionada esteve entre 4 e 5 (i.e. entre “provavelmente sim” e “absolutamente”). A única competência com avaliação inferior a 4 (entre “talvez” e “provavelmente sim”) foi se a utilização das histórias serviria para avaliar o desempenho dos alunos.

Is storytelling (as a didactic tool) a part of the teacher training course in your organization Contar histórias (enquanto instrumento pedagógico) faz parte do currículo na sua instituição de ensino?
62.50% dos professores notaram que a narração é apresentada enquanto metodologia (breve referência teórica) e 20.83% afirmaram que era oferecida como um módulo prático (mínimo de 10 horas). 19.44% afirmaram que não estava presente de todo.
À questão “Acha que seria útil aos futuros professores receberem formação em narração oral?” 100% dos professores responderam afirmativamente, enquanto 3 % dos narradores profissionais não vêm justificação para tal.

Gostaria de introduzir a narração oral na sua prática em sala de aula? Do que precisaria?
88.54% responderam afirmativamente. Para o fazer efetivamente, afirmaram necessitar de materiais metodológicos, bons exemplos, formação, condições económicas, recursos e tempo.
Todos os professores estão convencidos de que futuros professores deveriam ter algum tipo de formação em narração oral de forma a aplicá-la na sua atividade.

Quais as expectativas dos narradores profissionais?
Também ficou evidente que tanto o narrador profissional como o professor são essenciais neste processo: o narrador deveria focar os aspectos práticos enquanto o professor se assegura do processo didático. Os professores precisam de informar os narradores sobre o contexto educacional no qual vão desenvolver o seu trabalho. Por sua vez, os narradores oferecem soluções práticas para o uso da narração que podem alimentar a criatividade e a confiança dos professores. A elaboração de conteúdos através da criação de histórias surgiu também como uma das coisas que os narradores podem oferecer. Como resultado, concluímos que existe uma necessidade de materiais de trabalho no que diz respeito ao uso da narração oral na sala de aula.

Concluindo, podemos afirmar que a “narração é um ótimo instrumento pedagógico” e os narradores deveriam inspirar e encorajar os professores a utilizá-la na sala de aula.

Leia o relatório completo em: www.storiesforlearning.et -> “state of the art” (a partir de 1 de Novembro, 2014).

TALES é um Projeto Multilateral Comenius que pretende introduzir a narração oral e digital storytelling enquanto instrumentos pedagógicos no sistema de ensino. TALES teve início em Novembro de 2013 e tem a duração de 2 anos.

Parceiros:

Landcommanderij Alden Biesen (BE) – coordenador

The Languages Company (UK)

Katholieke Hogeschool Limburg (BE)

Tallinn University Haapsalu College (EE)

Oslo and Akershus University College of applied sciences (NO)

Pädagogische Hochschule Steiermark (AT)

Ouvir e Contar, Associação de Contadores de Histórias (PT)

Politecnico di Milano (IT)

Newsletter 3 – Dezembro de 2014 [English]

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 TALES: Introducing Oral and Digital Storytelling in the Classroom

The TALES project is proud to announce the launching of the international TALES competition on digital storytelling and the acquisition of key competences.
For the 2014-15 school year, TALES has partnered with PoliCulturaExpoMilano2015, a world-wide digital storytelling initiative on the theme of the upcoming Universal Exposition “Feeding the Planet, Energy for Life”.
TALES offers European schools the unique opportunity of taking part in a global educational experience, by proposing a special path devoted to storytelling and the acquisition of key competences within the competition.
International digital storytelling competition
Groups of students, aged between 4 and 18, under the guidance of their teachers, can participate. They are asked to complete an interactive, multimedia “story” using a very easy authoring tool made available by the TALES project as a free web service. The deadline for submissions is June 15, 2015. High visibility is guaranteed to all the completed stories: an online portal, interactive installations within the premises of the Universal Exposition, a YouTube Channel and web-TV streaming. In September 2015 an online awards ceremony will connect schools from all over the world. The participating students will enjoy substantial learning benefits, such as: in-depth understanding of the subjects dealt with; improvement of their ability to communicate effectively through modern, multimedia and interactive channels (media literacy); enhancement of teamwork abilities and collaboration in an international environment.
In order to enroll, access the TALES website and fill in the registration form online:
www.storiesforlearning.eu -> competition

Schools can make the case for world citizenship: it is a challenge and an opportunity for each country (as well as a local concern) and for the planet ( global perspective)
December 2014: enrollment to the competition is now open!
Access the TALES website to register
TALES is a Comenius Multilateral Project that wants to introduce oral and digital storytelling and the use of storytelling techniques as a pedagogical tool in school education. TALES started in November 2013 and will last 2 years.
Project partners:

Landcommanderij Alden Biesen (BE) – coordinator

The Languages Company (UK)

Katholieke Hogeschool Limburg (BE)

Tallinn University Haapsalu College (EE)

Oslo and Akershus University College of applied sciences (NO)

Pädagogische Hochschule Steiermark (AT)

Ouvir e Contar, Associação de Contadores de Histórias (PT)

Politecnico di Milano (IT)

Newsletter 4 – Janeiro de 2015

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TALES: Narração Oral e Digital Storytelling na sala de aula

O projeto TALES gostaria de lembrar todos os seus seguidores que
ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA A COMPETIÇÃO DE DIGITAL STOYTELLING!
Para o ano escolar 2014-2015, o projeto TALES associou-se à PoliCulturaExpoMilano2015, uma iniciativa mundial de digital storytelling sob o tema da próxima Exposição Universal “Feeding the Planet, Energy of Life” (www.policulturaexpo.it/world).
Através de um espaço dedicado ao projeto no contexto desta iniciativa, TALES oferece às escolas europeias a oportunidade de participar numa experiência educacional à escala mundial, ao propor uma competição em digital storytelling dedicada à aquisição de competências-chave.
Quem pode participar?
Turmas/grupos de estudantes de todos os níveis escolares, supervisionados pelo menos por um professor.
O que têm os participantes de fazer?
Criar um história multimédia através de uma simples aplicação disponível a todos os participantes registados. As histórias podem ser de dois tipos: curtas (aproximadamente 5 minutos) ou longas (entre 20 a 25 minutos). As histórias devem ser em inglês de forma a poderem ser partilhadas por toda a Europa (e o Mundo).
Qual deve ser o tema da história?
As histórias devem abordar o tema da Exposição Universal, que abrange uma grande diversidade de questões: da sustentabilidade à biodiversidade, das tradições locais (alimentação, agricultura) às lendas e histórias sobre os alimentos, da fome mundial às questões de saúde pública, etc. Estará disponível aos participantes um conjunto de recursos para fazer dialogar a sua história com o tema da Exposição.
Porquê participar?
Para participar numa experiência internacional, encontrando parceiros de toda a Europa (e do Mundo); para envolver os estudantes numa atividade motivadora que promove benefícios significativos, especialmente em termos de competências-chave; pela comunicação intercultural, a literacia, a dinâmica de grupo…
Todas as histórias serão publicadas não apenas no sítio do projeto TALES mas também na Exposição Universal, dando visibilidade a todos os países participantes.
Quais as datas importantes?
As inscrições estão abertas; a data limite para a submissão de histórias é 15 de Junho de 2015.
… e se eu quero criar uma história sem participar na competição?
Claro! Basta pedir o acesso à aplicação em linha através do email: nicoletta.diblas@polimi.it. As histórias serão publicadas no sítio do projeto TALES (se desejado).
Para participar: visite o sítio do TALES e inscreva-se através do formulário em linha:
www.storiesforlearning.eu -> competition
Contato: nicoletta.diblas@polimi.it
Criando uma história digital em grupo
Digital Storytelling é um meio efetivo de proporcionar aos estudantes benefícios diversos. Antes de mais, os alunos adquirem benefícios cognitivos em termos de desenvolvimento da curiosidade dirigida a um tema, capacidade de reformular e aprofundar conhecimentos. Em segundo lugar, o trabalho de grupo permite desenvolver a sociabilidade: aprendem como trabalhar em conjunto, a ter iniciativa e a dialogar com os seus iguais. Em terceiro lugar, e muito importante, criar uma história digital é um exercício a partir de novas tecnologias que desenvolve a literacia digital dos alunos: aprendem como organizar elementos de multimédia, aplicações interativas, como combinar áudio e imagens, como misturar música e vídeo, e como prever uma utilização interativa por parte de um “leitor” final. E muito mais pode ser alcançado! Ninguém melhor do que os professores para expressar o que significa estar envolvido num objetivo colectivo que parece naturalmente envolver auxiliares externos que transcendem as paredes da sala de aula:
“nas últimas semanas um pai veio trabalhar connosco e isto fez com que nos sentíssemos menos sozinhos, criando na turma uma sensação de agradável cumplicidade que transcendeu o espaço da sala de aula. A partir de então, uma hierarquia desmoronou, a burocracia da escola foi ultrapassada, uma copresença de professores foi promovida onde antes não existia a as aulas transformaram-se num laboratório de ideias. Agora que tudo acabou estamos verdadeiramente orgulhosos, e também quase vazios sem aquelas horas em que professores tornavam-se alunos, pais eram expertos e, acima de tudo, alunos se tinham tornado criadores de conhecimento”

(Professor de Escola Secundária, Itália, 2013).

Em termos gerais, os passos essenciais na criação de uma história digital em grupo são: (1) Escolha de um tópico; (2) Pesquisa de conteúdo; (3) Organização da história; (4) Criação do conteúdo multimédia; (5) Upload do conteúdo para a aplicação em linha e (6) Avaliação. Normalmente, as turmas são organizadas em grupo para cumprir as seguintes tarefas: os grupossão divididos depois do passo 3, i.e. assim que a história está organizada (em capítulos e subcapítulos): cada grupo fica a cargo de uma parte específica da história. Os grupos podem ajudar-se mutualmente e a avaliação final é feita em conjunto. O professor supervisiona todo o processo.
Figuras 1 a 6 exemplificam alguns dos passos descritos.
Fig. 1 Planificação do aspeto visual (pré-escolar) Fig. 2 Imagens a serem escaneadas (pré-escolar)
Fig. 3: Gravação de áudio (secundária) Fig. 4 Estudantes lidam com dificuldades técnicas (primária)
Fig. 5. Avaliação final (pré-escolar) Fig. 6. Avaliação final (secundária)
Notícias sobre o projeto TALES:
Curso em linha (MOOCs) sobre digital storytelling para professores
Inscrições: www.storiesforlearning.eu -> dias de treino
Através do MOOC, comunidades internacionais de professores são criadas: é possível ter e oferecer apoio, estabelecendo cooperações . Não perca a oportunidade de ter uma verdadeira experiência educativa internacional!
12 a 13 de Julho de 2015: Dias de Treino na Landcommanderij Alden Biesen.
Saiba mais: www.storiesforlearning.eu -> dias de treino
TALES é um Projeto Multilateral Comenius que pretende promover a narração oral e digital storytelling enquanto instrumentos pedagógicos no contexto da escola. TALES teve início em Novembro de 2013 e tem a duração de 2 anos.
Parceiros:

Landcommanderij Alden Biesen (BE) – coordinator

The Languages Company (UK)

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Tallinn University Haapsalu College (EE)

Oslo and Akershus University College of applied sciences (NO)

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Newsletter 5 – Maio de 2015 [English]

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 TALES: Introducing Oral and Digital Storytelling in the Classroom


TALES COMPETITION ON DIGITAL STORYTELLING
A NEW option for participation: join in with a SHORT STORY
Registration between April 1st and May 31st
As we wrote in our previous newsletters, for school year 2014-15, TALES has partnered with PoliCulturaExpoMilano2015, a world-wide initiative of digital storytelling on the theme of the upcoming Universal Exposition: “Feeding the Planet, Energy for Life” (www.policulturaexpo.it/world).
A new option for participating is now available: the “SHORT STORIES”.
A Short Story is a multimedia story of limited length (4-5 minutes), requiring a limited effort: 2-4 weeks of class work. Still, the creation of a short story entails the full set of pedagogical benefits associated with digital storytelling at school, like improved communication skills, stronger media literacy, improved understanding of the subject, collaboration skills, etc.
Teachers can create multiple Short Stories within a single class, having different sub-groups of students work at different stories.
A Short Story is the ideal format for those situations in which, for whatever reason (e.g. lack of time, lack of previous experience, fear of not being able to complete a more complex project) the teacher prefers not to start a more demanding activity.
All the short stories will be made public (upon request) in the TALES website.
TO ENROLL, access the TALES website and fill in the registration form online:
www.storiesforlearning.eu -> competition
Contact: nicoletta.diblas@polimi.it
TALES is a Comenius Multilateral Project that wants to introduce oral and digital storytelling and the use of storytelling techniques as a pedagogical tool in school education. TALES started in November 2013 and will last 2 years.
Project partners:

Landcommanderij Alden Biesen (BE) – coordinator

The Languages Company (UK)

Katholieke Hogeschool Limburg (BE)

Tallinn University Haapsalu College (EE)

Oslo and Akershus University College of applied sciences (NO)

Pädagogische Hochschule Steiermark (AT)

Ouvir e Contar, Associação de Contadores de Histórias (PT)

Politecnico di Milano (IT)

Newsletter 6 – Junho de 2015 [English]

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COURSE & FINAL CONFERENCE

24 – 26 September 2015, Beja, Portugal

INVITATION

 TALES: Introducing Oral and Digital Storytelling in the Classroom

TALES is a Comenius Multilateral Project that wants to introduce oral and digital storytelling and the use of storytelling techniques as a pedagogical tool in school education.
The end target groups of TALES are 6 – 18 year old pupils and students. For these groups the project focuses on the development of key competences through storytelling.
In order to achieve this, TALES targets initial teacher training students, teachers at school, teacher trainers as well as curriculum developers, storytellers cooperating with schools, decision-makers in the education sector …, interested in using oral and digital storytelling in education.
For these target groups the project team created a sound approach for introducing storytelling in the classroom, based on methodology analysis, a collection of good practice examples in Europe, expertise gathered while organising pilot projects … All this will be presented in a TALES manual and on the project website.
You are kindly invited to the final TALES conference & course that will take place in Beja, Portugal. The course & conference starts on 24 September at 13.00 and ends on Saturday 26 September at 16.30. At the conference we will present the results and material of the project. There will also be key notes and workshops by educationalists and professional storytellers. In the evenings participants will also have the opportunity to attend the international storytelling festival, organised by the city of Beja.
Target groups: active teachers, teacher trainers, storytellers, educational policy makers … interested in introducing oral or digital storytelling in the classroom.
Costs: There is no conference or course fee, participation is free of charge.
Participants pay their travel costs and accommodation & subsistence.
ERASMUS+ KA1: Schools with a KA1 grant and a European Development Plan including staff development on education through storytelling, innovative didactics, cultural competences, … can use their grant for attending the course & conference.
Venue: Beja city hotels and rooms. The conference will take place at the Municipal Theatre (Teatro Municipal Pax Julia) in the historic centre of Beja.
Travel: Beja is situated in the Alentejo region in Portugal, about 180 km. south east of Lisbon. International participants can arrive on the evening of the 23rd or the morning of the 24th September. International participants can travel via Lisbon International airport. There are train and bus connections to Beja.
Places to stay: in Beja (prices from 35€ to 50€ single room per night):
Places to eat in Beja: there are several restaurants in the historical centre where the average price of a complete meal is under 15€.
Registration of non-Portuguese participants ONLY via: myriam.swinnen@cjsm.vlaanderen.be
Draft programme
Wednesday 23 September
17.00: arrival international guests & trainers
20.30: dinner
Thursday 24 September:
10.00 – 12.30: arrival international and local guests. Registration
13.00: Lunch
14.00 – 17.30: workshop:
–> Oral storytelling in the classroom: Jan Blake, storyteller (UK)
20.00: dinner & festival programme
Friday 25 September
08.30 – 09.30: registration of local conference guests
09.45: Opening International TALES conference
10.00: TALES: Key Competence development & Storytelling in the Classroom: Guy Tilkin, TALES coordinator, Landcommanderij Alden Biesen (BE).
10.45: Keynote: “Oral Storytelling in the classroom”: Jan Blake, UK, storyteller
11.30: coffee break
12.00: Keynote: “Using Story in education and professional development”
–> (title to be confirmed): Jennifer A. Moon, UK,
13.00: lunch
14.30: Parallel workshops: the Tales pilots
16.00: Parallel workshops: the Tales pilots
20.00: dinner & festival programme
Saturday 26 September
08.30 – 09.30: registration of local conference guests
09.45: The TALES approach
10.30: coffee break
11.00: Keynote: Digital storytelling in the classroom (speaker to be confirmed)
12.30: lunch
13.30: Parallel workshops on storytelling and digital storytelling in the classroom: Jan Blake, Nicoletta di Blas, Patricia Huion & Marleen Mesotten, Heidi Dahlsveen)
16.30: end of the conference departure or
20.00: dinner and festival
Sunday 27 September: departure
TALES is a Comenius Multilateral Project that wants to introduce oral and digital storytelling and the use of storytelling techniques as a pedagogical tool in school education. TALES started in November 2013 and will last 2 years.
Project partners:

Landcommanderij Alden Biesen (BE) – coordinator

The Languages Company (UK)

Katholieke Hogeschool Limburg (BE)

Tallinn University Haapsalu College (EE)

Oslo and Akershus University College of applied sciences (NO)

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Newsletter 7 – September 2015

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 TALES: Introducing Oral and Digital Storytelling in the Classroom

Contar ou não contar?

O poder das histórias como ferramenta pedagógica é já amplamente reconhecido. Muitos aspetos das histórias são semelhantes à vida quotidiana e ao modo como pensamos e (tentamos) entender o mundo. Os professores e os formadores vêm facilmente os benefícios das «competências técnicas» veiculadas através das histórias, mas por vezes subestimam os efeitos sociais e os efeitos dos modos de pensamento alternativo oferecidos pelo conteúdo historiado. É muito importante evidenciar também estes aspetos.

Pensamento Narrativo
Um dos principais argumentos para a introdução de histórias na sala de aula é o fato das histórias e da atividade de contar veicularem um “padrão narrativo”. Qualquer história é uma narração, e a sua estrutura reflete a maneira como nós, indivíduos em formação, damos sentido (ou percebemos o sentido) das experiências pessoais. Os conteúdos em forma de história são mais facilmente absorvidos pelo nosso cérebro, num certo sentido. Assim, transmitir conteúdos por meio de narrativas é considerado benéfico para o processo de aprendizagem em muitos aspetos. Esse processo atua como uma “ferramenta de fazer sentido”, reforça a imaginação e a capacidade de memorizar, contribuindo ainda para o desenvolvimento identitário.
Uma história ou narrativa consiste no relato de eventos relacionados, reais ou imaginários, apresentados sequencialmente, por palavras escritas ou faladas, ou por imagens paradas ou em movimento (Wikipedia). Bruner defende que essencialmente nós usamos duas maneiras de pensar: “uma paradigmático e outra narrativa” (Bruner 1986). A primeira é “lógica” e procura identificar as relações causais (dedução, indução, abdução), lidando com fatos e verdades objetivas. Já o pensamento narrativo lida com intenções, sentimentos e experiências pessoais. Polkinghorne refere-se assim a esta questão: “O modo paradigmático procura as condições de verdade universal enquanto o modo narrativo procura ligações concretas entre eventos” (Polkinghorne 1988). Na sociedade Ocidental, e na sua educação, o modo paradigmático é mais valorizado do que o modo narrativo.

As histórias como ferramenta de fazer sentido
Ensinar através de histórias contribui para o processo de aprendizagem já que o conteúdo é veiculado através de uma estrutura que se relaciona com os nossos processos pessoais de produção de sentido: “A narrativa é uma estrutura fundamental do processo humano de construção de sentido” (Bruner 1986). Clark e Rossiter afirmam que “a criação de sentido é realizada através de um processo narrativo. Nós damos sentido às nossas experiências quotidiana transformando-as em histórias, através da construção de narrativas que tornam as coisas coerentes. É uma questão de localização das experiências dentro de uma narrativa particular ou pela construção de uma nova narrativa” (Clark e Rossiter 2008).
Tentamos relacionar mentalmente qualquer novo elemento de informação a uma sequência já existente de pensamentos. Este relacionamento pode ser realizado através de conceitos, sentimentos, sensações, imagens, metáforas. Os novos elementos são “embrulhados” na forma de história, e relacionados a outras estruturas narrativas pré-existentes. O tipo de relação que as novas histórias estabelecem com as antigas, e o sítio que a nova narrativa vem ocupar no contexto cultural das antigas, define os seus significados. “Portanto, a maneira mais eficaz de fazer chegar aos alunos as mensagens pretendidas é através de construções narrativas. Os alunos relacionam os novos conhecimentos com a experiência vivida e incorporam-no em narrativas significativas pré-existentes” (Hopkins 1994).

As histórias como ferramenta de memorização
Não é só o processo de produção de sentido que é reforçado pelo ensino através das histórias, mas também a memória. Construir ligações com “narrativas existentes” no nosso cérebro é uma maneira de relacionar o novo conteúdo com o que já conhecemos e lembramos, construindo a nossa memória. Este processo é reforçada por dois fatores: o elemento imaginativo e o emocional do ato de contar histórias.
Ao ouvir uma história as pessoas criam imagens na sua mente. Contar e ouvir envolvem processos criativos. O contador apresenta imagens e “conduz /orquestra” a imaginação dos seus ouvintes.
“Na tradição oral, o ato de contar histórias inclui o contador e o público. O contador de histórias cria a experiência, enquanto o público percebe a mensagem e cria imagens mentais e pessoais das suas palavras e gestos. O público torna-se assim co-criador do objeto de arte “(AskDefine).
A capacidade de imaginar é um elemento importante na construção da memória. Harris afirma que: “Quando os adultos ouvem uma história constroem na sua mente, por assim dizer, uma imagem mental ou um modelo da situação que está sendo narrada ou dos eventos que aí se apresentam. É esse modelo mental que eles retêm durante um longo período de tempo, e não as palavras em particular ” (Harris 2000).
Harris argumenta ainda que esses modelos mentais, construídos na imaginação e desenvolvidos durante a primeira infância, relacionam-se com a narrativa e com o jogo do faz-de-conta. Para além disso, o pensamento metafórico é um dos aspectos da imaginação e da criatividade. Estabelecer comparações e analogias entre elementos de diferentes categorias consiste em pensamento criativo. A história em si pode ser uma metáfora ou constituir uma série de metáforas.
O aspeto emocional é também um aspeto importante. As histórias falam ao coração, eles envolvem o ouvinte de uma forma emocional, suscitando sentimentos e desejos de ação.
“As histórias são poderosas justamente porque elas envolvem os alunos a um nível profundamente humano. As histórias atraem-nos para uma experiência que, mais do que a nível cognitivo, envolve o nosso espírito, a nossa imaginação, o nosso coração, e esse envolvimento é complexo e holístico ” (Clark e Rossiter 2008).
Assim, o contato com as histórias pode desenvolver o pensamento criativo. As histórias ajudam-nos a criar imagens e analogias metafóricas, tendo um impacto emocional. Os elementos permanecem na nossa memória por muito mais tempo do que as palavras narradas.

As histórias como identidade: nós somos as nossas histórias
« Un homme, c’est toujours un conteur d’histoires,
il vit entouré de ses histoires et des histoires d’autrui,
il voit tout ce qui lui arrive à travers elles;
et il cherche à vivre sa vie comme s’il la racontait »

J.P. Sartre

Nós vivemos rodeados de histórias. As histórias estão na nossa memória, na nossa história familiar, na nossa rua, cidade ou país. As histórias aparecem quando nos encontramos com amigos, com colegas, ou vizinhos… Elas lidam com os fatos da vida, com a felicidade, a tristeza, a raiva, o medo ou mesmo apenas com os pequenos aspetos mundanos do dia-a-dia. As histórias ajudam-nos a construir uma comunidade e a ganhar confiança. Sartre em La Nausée escreve: “O homem é sempre um contador de histórias, ele vive cercado pelas suas próprias histórias e as dos outros, ele vê tudo o que acontece consigo através destas histórias e ele tenta viver a sua vida como se a estivesse contando.”
Dar significados e fazer sentido do que experienciamos todos os dias não é apenas um processo de aprendizagem individual, é também um processo social de aprendizagem construtivista. Como tal, também se baseia no contexto cultural e social. Nós construímos as nossas narrativas em conjunto com os nossos interlocutores, utilizando os materiais e as estruturas disponíveis no nosso ambiente social.
É assim evidente um grande número de bons argumentos para a introdução das histórias nos processos educativos. Se deseja ter mais informações visite a página www.storiesforlearning.eu
TALES is a Comenius Multilateral Project that wants to introduce oral and digital storytelling and the use of storytelling techniques as a pedagogical tool in school education. TALES started in November 2013 and will last 2 years.
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Katholieke Hogeschool Limburg (BE)

Tallinn University Haapsalu College (EE)

Oslo and Akershus University College of applied sciences (NO)

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